O futuro do ponto de venda:
5 tendências que estão redefinindo o PDV na América Latina

Como a tecnologia e os dados estão mudando a forma de gerenciar cada ponto de venda.

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Um produto pode aparecer com estoque no sistema e faltar na gôndola. Uma promoção pode estar aprovada, mas ser exibida com o preço errado. São situações conhecidas para qualquer equipe de vendas ou trade marketing. A diferença é que hoje existem mais sinais para detectá-las e menos margem para reagir tarde.

Na América Latina, além disso, grandes redes com informações diárias convivem com distribuidores, formatos de desconto e milhares de lojas tradicionais. Gerenciar essa diversidade exige entender o que acontece em cada estabelecimento e decidir onde atuar primeiro.

Gôndola de supermercado com produtos exibidos no ponto de venda
A gôndola é o lugar onde se comprova — ou se desmente — tudo o que o sistema diz.
Estas cinco tendências mostram para onde está avançando a execução em loja.
01

Dos relatórios gerais aos alertas relevantes

Sell-out, inventário, pedidos de compra, sortimento, promoções, visitas: as equipes recebem mais informações do que conseguem revisar manualmente.

É por isso que ganha espaço o monitoramento por exceção. Os sistemas destacam mudanças que merecem atenção, como uma queda atípica, vários dias sem venda ou estoque que não se move. Um bom alerta também traz contexto: um dia sem vendas pode indicar uma ruptura, mas também baixa demanda, uma loja fechada ou um erro na fonte.

Alerta priorizada · anatomia
O que aconteceu3 dias sem vendaSKU de alta rotação · Loja 1042
O que poderia estar em riscoVenda estimada do períodoComparada com seu próprio histórico
Quem pode intervirExecutivo de rotasVisita programada para esta semana
Atribuir ação
Possível causa: ruptura de gôndola Baixa demanda Loja fechada Erro na fonte de dados

Exemplo ilustrativo da estrutura de um alerta útil: o fato, seu impacto potencial, as causas possíveis e o responsável. Os dados são de referência, não correspondem a uma operação real.

Relatório geral

Tudo, para todos

  • Painéis extensos que precisam ser interpretados
  • A mesma vista para cada papel
  • O achado depende de quem olha
  • A ação fica fora do sistema
Caixa de entrada

Apenas o que exige decisão

  • Exceções que se destacam das demais
  • Contexto que explica o sinal
  • Ordem por impacto potencial
  • Um responsável e um estado por caso

O painel começa a funcionar como uma caixa de entrada de trabalho: mostra o que aconteceu, quanto pode estar em risco e quem pode intervir.

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Perfect Store se adapta ao potencial de cada loja

Aplicar o mesmo checklist a todos os pontos de venda pode levar a conclusões equivocadas. Uma loja de proximidade, um atacadista e um supermercado regional cumprem funções diferentes para a categoria. O sortimento esperado e o valor de uma exibição tampouco são iguais.

Perfect Store está evoluindo para modelos segmentados por canal, formato, potencial comercial e comportamento de compra. Isso permite avaliar cada local com critérios mais realistas e identificar casos em que o padrão ficou desatualizado.

Loja de conveniência

Compra de reposição imediata, ticket curto e alta frequência.

Variedade esperada
Núcleo curto de alta rotação
Variável crítica
Disponibilidade do imprescindível
Acompanhamento
Frequente e muito restrito

Atacadista

Abastece outros comércios: volume, grandes formatos e preço.

Variedade esperada
Formatos de volume e pacotes
Variável crítica
Inventário e continuidade de abastecimento
Acompanhamento
Focado em rupturas e preço

Supermercado regional

Compra planejada, categorias amplas e espaço para exposição.

Variedade esperada
Portfólio amplo por segmento
Variável crítica
Compartimento de gôndola e exposição adicional
Acompanhamento
Com foco na execução promocional

Três arquétipos a título de exemplo. Os critérios exatos dependem da categoria, do mercado e da estratégia comercial de cada empresa.

Não é preciso começar com dezenas de segmentos. Alguns poucos arquétipos bem definidos podem ajudar a ajustar os SKUs imprescindíveis, as variáveis críticas e a frequência de monitoramento.
03

A IA começa a recomendar a próxima ação

No PDV, a inteligência artificial é útil quando reduz o volume de decisões que uma pessoa deve revisar. Os modelos podem detectar padrões incomuns, estimar o risco de ruptura e ordenar oportunidades de acordo com seu impacto potencial.

O avanço mais interessante está nas recomendações concretas: qual loja verificar, sobre qual SKU, por qual motivo e com qual prioridade.

Recomendação gerada pelo modelo Prioridade alta
Qual lojaLoja 1042
Formato de proximidade
Qual SKUReferência núcleo
Alta rotação na zona
Por qual motivoRisco de falência
Padrão atípico de venda
Com qual prioridadeAntes da próxima visita
Ordenada por impacto

Sinais que explicam a recomendação

  • Dias consecutivos sem registro de venda
  • Inventário teórico que não se move
  • Desvio em relação ao próprio histórico da loja
  • Desempenho de lojas comparáveis
As equipes devem poder ver os sinais por trás de cada recomendação e corrigi-la quando for necessário.

Exemplo ilustrativo do formato de uma recomendação acionável; não representa dados de uma operação real.

Estes resultados também precisam de critério humano. Uma estimativa de venda perdida ajuda a comparar oportunidades, embora dificilmente represente um valor contábil exato.

Dado de contexto

A McKinsey aponta que, dentro de CPG, a análise de dados e a IA tradicional mantêm um potencial operacional maior do que a IA generativa.

Em execução, isso direciona a atenção para previsões, detecção de anomalias e priorização. Fonte: McKinsey, Sorte ou ficção? O verdadeiro valor de uma transformação digital e de IA em CPG (2024).

04

As fotografias se convertem em dados verificáveis

A visão computacional permite extrair informações das fotografias tiradas na loja: presença do produto, número de frentes, participação na gôndola, localização ou cumprimento promocional.

Assim é possível revisar um volume de imagens difícil de processar manualmente e concentrar a atenção em inadimplementos importantes ou casos duvidosos.

Produto A · 3 frentes Produto B · 2 frentes Espaço vazio detectado Baixa certeza · para revisão
Produto reconhecido Espaço vazio Caso duvidoso enviado para revisão humana
Presença
Está ou não está
Frentes
Quantas faces
Compartilhar
Espaço na prateleira
Localização
Onde está em exibição
Promoção
Cumprimento

Esquema ilustrativo do que uma foto de gôndola pode se tornar em dados: reconhecimento automático dos casos claros e encaminhamento das exceções.

A qualidade da captura continua sendo decisiva

Um ângulo incompleto, reflexos, pouca luz ou uma embalagem desatualizada podem alterar o resultado. As implementações mais confiáveis automatizam os casos claros e deixam as exceções para revisão humana. Antes de escalar, convém testar o reconhecimento por categoria e canal.

Ângulo incompleto Reflexos Pouca luz Embalagem desatualizada
05

A colaboração incorpora o acompanhamento das ações

Muitos problemas do PDV afetam fabricantes, varejistas e distribuidores. O inventário pode estar registrado e permanecer no estoque. Uma promoção pode estar ativa no plano comercial e mal implementada na loja. Detectar a diferença pouco adianta se ninguém sabe quem deve resolvê-la.

Dado de contexto

As empresas líderes de CPG na América Latina dão maior peso à colaboração com varejistas e distribuidores, ao uso de dados para gerenciar a força de vendas e ao acesso direto a informações do ponto de venda.

Fonte: McKinsey, Líderes em CPG na América Latina: Uma evolução da excelência comercial (2025).

O ciclo completo de uma oportunidade

Passo 01

O que foi detectado

O sinal, com seu contexto e seu impacto potencial.

Sistema
Passo 02

Quem toma a ação

Um responsável claro entre fabricante, varejista ou distribuidor.

Responsável atribuído
Passo 03

Quando foi resolvido

A ação executada na loja, com data e status.

Equipe de campo
Passo 04

O que aconteceu depois

O resultado observado após a intervenção.

Acompanhamento

A colaboração melhora quando inclui o status de cada oportunidade. Para sustentar esse circuito, são necessários definições comuns de produto, loja, estoque e disponibilidade.

ProdutoIdentificação única
LojaMestrado compartilhado
InventárioMesmo critério
DisponibilidadeMesma definição

Os padrões de GS1 ajudam a manter identificações consistentes entre sistemas.

Para encerrar

Uma execução mais rápida e específica

O futuro do PDV está sendo construído ao redor de ciclos de decisão mais curtos: detectar um sinal, avaliar seu impacto, atribuir uma ação e verificar o resultado.

Detectar

Um sinal que foge do padrão.

Avaliar

Quanto poderia estar em jogo.

Atribuir

Uma ação com responsável.

Verificar

O que aconteceu depois de atuar.

O resultado alimenta a próxima detecção

A tecnologia pode acelerar esse percurso. O valor é visto na operação: menos tempo revisando informações, visitas mais bem priorizadas e oportunidades atendidas enquanto ainda podem ser recuperadas.

Equipe comercial analisando informações do ponto de venda
Ciclos de decisão mais curtos: a diferença entre saber de um problema e chegar a tempo de resolvê-lo.
Teamcore

Da informação do PDV a ações mensuráveis

Na Teamcore ajudamos as empresas de bens de consumo a conectar informações do ponto de venda, detectar oportunidades e ativar ações mensuráveis para suas equipes.

Conheça como funciona o Teamcore

Fontes consultadas

  1. McKinsey — Líderes em CPG na América Latina: Uma evolução da excelência comercial (2025). mckinsey.com
  2. McKinsey — Sorte ou ficção? O verdadeiro valor de uma transformação digital e de IA em CPG (2024). mckinsey.com
  3. Kantar — 3 principais motores que transformaram o mercado de bens de consumo na América Latina em 2024 (2025). kantar.com
  4. GS1 — Padrões da indústria varejista. gs1.org

Os alertas, recomendações e esquemas de gôndola que aparecem neste artigo são exemplos ilustrativos criados para explicar cada tendência; eles não correspondem a dados de uma operação real.

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